O que é coworking – Estúdio Capanema

Mas o que é Coworking mesmo?

Se você chegou até aqui é possivel que sua jornada pelo cyber-espaço tenha iniciado justamente nesta pergunta fundamental: o que é coworking? (e por quê escolheram um nome não complicado?!)

Como muitas coisas deste mundo globalizado o termo nasceu na língua inglesa e significa (permitam-me uma livre tradução) “trabalhando junto”. Apesar de ter surgido há pouco tempo na boca do povo o conceito em si não é novidade. Desde os primórdios as pessoas se juntam para trabalhar: em cooperativas, em comunidades, em empresas, em escritórios compartilhados, na cozinha, na igreja, na associação de bairro, na oca, no clube e por aí a fora. No entanto, como muita coisa na vida, a palavra como é conhecida a partir de agora ganhou seu status somente depois de se tornar um “negócio”. Sim, porquê embora muita gente ainda trabalhe junta sem fins lucrativos ou em prol da própria sobrevivência, não vemos por aí grupos se entitulando “coworking” senão sob a chancela de uma atividade econômica privada que se dispões à prover espaços e serviços de escritório para seus clientes. Em resumo o termo descreve um local de trabalho compartilhado, administrado quase sempre por uma entidade privada que aluga mesas ou salas de trabalho para diversos tipos de cliente, que tem o objetivo comum de trabalharem de forma individual naquele espaço. Em resumo, são escritórios. A diferença é que nestes escritórios diferentes pessoas, provindas de diferentes áreas, podem exercer suas atividades e por estarem próximas, podem trocar experiências, enriquecendo o seu trabalho e o do vizinho.

O networking, ou a rede de relacionamentos, é justamente uma das principais bandeiras do coworking.

Além disso, geralmente, os custos são otimizados, já que muitos recursos podem ser compartilhados, como por exemplo a conta da luz, o serviço de limpeza e até a sala de reuniões. Isso faz com que o custo de um escritório de coworking seja bastante reduzido para cada um de seus ocupantes, apesar de obviamente existir um administrador que é remunerado pelos serviços e investimentos em mobiliário, infra-estrutura e outros recursos. Como não é difícil imaginar, este formato de trabalho, que é sem dúvida moderno e muito interessante, pode trazer vantagens e desvantagens para seus usuários. Entre as vantagens temos as já citadas, como custo reduzido e troca de experiências, negócios e networking, além da desburocratização do processo de aluguel (que convenhamos, no Brasil é paleolítico), a desoneração da compra de móveis e reforma de imóvel, a flexibilidade para aumentar e diminuir a estrutura do negócio conforme a demanda, o foco no negócio sem ter que se preocupar com a administração do escritório (Acabou o café! Caiu a internet!) e até a redução da folha de pagamento uma vez que funções como secretária, office boy e copeira tornam-se desnecessárias.

Por outro lado, nem tudo são rosas! É preciso ficar muito atento ao formato, estrutura e política de cada escritório de coworking para não cair em armadilhas ou acabar se sentindo um pato fora d’água. Primeiramente é preciso achar um ambiente e uma turma de coworkers (as pessoas que habitam o tal escritório) com os quais você e seu negócio se identifiquem. Depois é preciso estar apto e preparado para a vida comunitária, onde inevitavelmente haverão limites e restrições. Ainda é preciso pensar em questões como privacidade, confidencialidade, segurança, ruído, horário de funcionamento, densidade populacional, disponibilidade de salas de reunião, tamanho de mesa e uma infinidade de outros pequenos detalhes que podem fazer a diferença entre o céu e o inferno para a sua vida profissional. Mas não precisa entrar em pânico!

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