Economia Compartilhada: Desafios e Oportunidade

Uma das maiores novidades do tempos atuais em relação ao consumo e é a Economia Compartilhada.

A tendência do consumo está cada vez mais sendo direcionada para a troca de experiências do que para a compra de bens e produtos. Atualmente, não é necessário possuir objetos ou espaços para oferecer serviços, esse não é mais o meio e o fim para geração de renda, vai além disso, e está se mostrando como um belo começo e oportunidade.

Assim como o Uber possui um modelo de negócios que não conta com sequer um automóvel de sua propriedade e o AirBnB que oferece espaços sem nunca ter arrendado um terreno, muitas outras iniciativas foram elaboradas em nosso país espalhando o conceito de Economia Compartilhada no Brasil.

Seguindo o modelo internacional. A Economia Compartilhado no Brasil cresce em um ritmo inacreditável. Tal fato se  dá a natural evolução tecnológica, assim como a crise econômica que o país vem enfrentando.

Muito embora o poder aquisitivo da população venha sendo reduzido consideravelmente por causa da crise e do alto índice de desemprego, a Economia compartilhada no Brasil vem encontrando seu espaço, já que ela gira em torno dos próprios consumidores – “Uma transação pode gerar várias” – como disse a Lisa Ganksy, empresária e autora, norte americana.

Ou seja, um indivíduo pode oferecer serviços de qualquer tipo, como alugar objetos que estão sendo inutilizados (e que são de extrema serventia para outras pessoas), alugar espaços para quem precisa trabalhar ou guardar volume, entre muitos outros. No entanto, esse também se beneficia desse novo modelo de consumo, gerando um sistema mais economico que gira em torno de ranking e avaliações e que fomenta a valiosa troca de serviços, informações e experiências.

Deste modo, a conexão entre indivíduos torna-se um dos fatores críticos de sucesso para o avanço da Economia Compartilhada no Brasil e no mundo, pois a relação entre consumidor e prestador de serviço é totalmente dependente para que outras pessoas comecem a entrar na rede da economia compartilhada.

Um exemplo é a relevância que a avaliação de um serviço prestado tem para que continue sendo prestado, quanto melhor avaliado aquele serviço prestado, mais chances de esse mesmo prestador fechar negócios, e assim por diante.

Uma prova do crescimento da Economia Compartilhada no Brasil é a criação de uma grande quantidade de aplicativos baseados neste conceito.

É possível citar iniciativas como o Caronaê, um aplicativo de caronas que atende a estudantes, professores e colaboradores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, criado por um aluno da instituição ou ainda o aplicativo Consulta do Bem, que auxilia indivíduos na marcação de consultas médicas através da otimização das agendas dos profissionais de saúde.

Há ainda o aplicativo Parafuzo que oferece serviços para casa, a exemplo de limpeza, elétrica, hidráulica, pintura, entre outros.

O que podemos ver com os exemplos citados acima, é que apesar de termos muitos desses serviços prestados em formatos de consumo tradicionais, a necessidade de aprimoramento desses serviços e barateamento dos mesmos vai ao encontro à necessidade de um outro indivíduo ganhar uma grana extra de forma criativa.

Esses fatores fazem com que as comunidades se juntem em função de uma orgnização alternativa para trocas e compartilhamentos de experiências e produtos. A partir do momento que a experiência é boa, aquela pessoa continuará andando por essa rede e se conectando com outros prestadores de serviço.

O outro olhar....

Ao mesmo tempo, a Economia Compartilhada também faz com que as pessoas que comecem a interagir mais fortemente nessas comunidades e se afastem de quem não faz parte de seu networking, diminuindo as interações entre grupos independentes e eliminando intermediários, o que diretamente pode, ao longo prazo, reduzir o número de vagas tradicionais no mercado de trabalho.

Um exemplo mais real disso foi a reção dos taxistas quando o Uber começou a ganhar mídia e espaço no Brasil.

Uma das causas que estão gerando polêmica sobre as prestações de serviços que seguem os modelos de economia compartilhada é a falta de leis que regulamentam os serviços prestados, ou seja, o indicador de qualidade daquele serviço é a avaliação do usuário, os prestadores não seguem nenhum regulamento oficial – a não ser as leis do próprio App. Sendo assim, no caso de alguma emergência, por exemplo, as medidas a serem tomadas se diferem e podem não ser as mais apropriadas, uma vez que não há uma legislação sobre o assunto que é ainda muito novo no Brasil, mas que vem ganhando força e adeptos de forma muito rápida. 

Por fim, o não recolhimento de impostos e a falta de segurança também são agregados à lista de contras à Economia Compartilhada não só no Brasil, mas no mundo inteiro.

A tendência é que a Economia Compartilhada no Brasil aumente seu crescimento ainda mais. Estima-se que 6,5 bilhões de dólares serão gerados e movimentados por este modelo de negócios até 2020. Porém, uma vez que ele é totalmente centrado no consumidor, são estes que decidem seu futuro e o nosso.