Coworking é solução para donos de imóveis

Ter um perfil investidor não significa ter capital para investir em um negócio. Muito mais do que isso, o verdadeiro investidor desempenha constantemente o papel de businessman, sendo capaz de:

·      Identificar oportunidades muitas vezes pouco óbvias

·      Elencar possíveis forças internas e diferenciais do negócio, e, ao mesmo tempo, analisar a situação do setor em que deseja se instalar

E a fonte de todos os recursos responsáveis por esse feeling que gera uma tomada de decisão assertiva, é a informação.

Foi buscando informar-se sobre possibilidades e inovações do mercado que alguns donos de imóveis viram uma oportunidade crescente e rentável em transformar seus espaços alugados em ambientes de coworking.

Fernando Aguirre, que fundou seu espaço de coworking em 2011, quando ainda nem se sabia ao certo o que o termo significava, hoje dá dicas a aqueles que desejam entrar nesse negócio. Sua frase mais impactante revela muito sobre a alma do espaço de coworking: “Coworking é sobre pessoas, não cadeiras”.

·      Coworking e as pessoas

Um fundador que deseja realmente prosperar no negócio de coworking deve entender a mais básica regra de Marketing: Definir a proposta de valor oferecida ao cliente. Quando falamos em coworking, o investidor ou fundador que considera seu negócio apenas como mais um aluguel de espaço, com toda a certeza não compreendeu sua oferta de valor e terá problemas em manter-se estabilizado nesse setor. Muito mais do que sobre cadeiras, coworking é sobre pessoas. Deve-se pensar por qual motivo um profissional freelancer por exemplo, deixaria o conforto de sua casa para se deslocar até outro local de trabalho se, a única coisa que muda, é  o estilo da cadeira. Coworking deve ser muito mais do que isso. Ao ter um ambiente de trabalho compartilhado, você oferece um espaço de troca de experiências e de oportunidades: um local capaz de fazer pessoas prosperarem a partir da interação com outros incríveis profissionais.

·      Dedicação Necessária

Como em qualquer outro negócio, não adianta deixar o espaço de lado, esperando que ele seja utilizado sem que se coloque nenhum esforço em divulgação, promoção de eventos importantes, palestras, cultura coorporativa e aprendizado relacionados ao espaço. O fundador de coworking deve encarar o negócio como qualquer outro investimento de serviço, atentando-se sempre à receptividade de seus clientes.

·      Coworking ainda é um negócio muito novo no Brasil

Pouco se sabe sobre coworking no Brasil devido ao fato de ser uma ideia recém adotada. Por isso, é importante atentar-se às especificações de seu contrato de locação, já que podem haver determinações que impossibilitariam o mantimento de um espaço para a finalidade do coworking, como, por exemplo, a cláusula de impedimento de sublocação. Também deve-se tomar cuidado com contratos de seguros que não cubram espaços comerciais com pertences de terceiros. Tudo isso, sem contar nas leis sobre diversas empresas atuando no mesmo espaço, que variam em cada cidade.

·      Invista em seus ambientes.

Investir em ambientes não significa pagar fortunas em móveis sofisticados ou espaços absurdamente amplos. Significa proporcionar ambientes pensados para o público de coworking, como espaços mais informais e descontraídos, onde possa-se fazer uma confraternização ou networking com diferentes pessoas de outras empresas.

·      Experimente e busque referencias.

Segundo Fernando Aguirre, ninguém sabe ao certo como “jogar esse jogo”. Muito do que foi construído nos ambientes de coworking até o momento, surgiu a partir de tentativa e erro. Ou seja, com quanto mais fundadores, investidores e frequentadores do espaço de cowortking você conseguir trocar experiências, mais histórias de sucesso e fracassos conseguirá acumular, agregando assim, novos repertórios ecompreensões de negócio. Esse simples hábito, pode ajuda-lo a evitar erros de iniciante e aprender com quem já faz isso a mais tempo.

O negócio de Coworking, de acordo com Fernando Aguirre, cresce a cada ano vertiginosamente e continuará em ascensão, já que acompanha um mercado, também crescente, com novas formas de pensar em cultura organizacional. Cabe a cada investidor identificar se as características do seu imóvel são compatíveis com as demandas mercadológicas do setor. Além disso, os novos fundadores devem estar dispostos a mergulharem de cabeça nessa nova cultura, tendo a sensibilidade para compreender qual o bem mais valioso oferecido em um espaço de Coworking.